Lavanda e lírio

(com Carlos Catuípe)

A vida chama, me atiro
com tudo: palavra e gesto;
semeio aplauso e protesto
à força do ar que respiro
cheiroso a lavanda e lírio
que multiplico e empresto.

Eu e o homem que me adora
sonhamos o mesmo sonho:
o trigo se impõe ao joio,
aonde eu danço ele aflora,
onde eu governo ele mora
– e é lar ou é pandemônio.

E viva o mundo, afinal!
Que a gente, num sonho só,
se negue a voltar ao pó
enquanto reste um quintal
enfeitado, ainda que mal,
pra carnaval e forró.

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