Fruto no asfalto

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(com Talo Pereyra)
Intérprete: Paulo Gaiger no LP 4ª Seara da Canção / 1984

Convivem nas oficinas
caturritas e buzinas,
gasolina e chimarrão.
A liberdade é uma fina flor
urbana e campesina,
os que não viram, verão.
Meu canto é fruto no asfalto,
mistura de indústria e mato,
de cimento e plantação.

Madrugam nas avenidas
iguais paixões que as nascidas
nos catres de cafundós.
Há exploração por comida
e o mesmo amor pela vida
antes do sonho ou após.

Meu verso é produto impuro,
mistura aramado e muro
buscando mais outra voz.

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