Entre marés e minuanos

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(com Talo Pereyra)
Intérprete: Flora Almeida no LP V Serra, Campo e Cantiga / 1988

Não é de hoje
que cheiroso amor de mato
surpreende a roça
reinventando o cio.
Verdes maçãs,
rubras manhãs,
gurís bonitos como a fêmea que os pariu.

Não é de hoje,
nossas mãos de breve aceno
exploram dois corpos morenos e um roçado.
Dourado milho, vento andarilho,
saias azuis, os peitos nús, sabiás e o gado.

Copacabana talvez tenha amor assim,
pois mato e mar não devem ser tão desiguais
– tem sol e céu,
Suor e o mel
que as febres loucas do prazer adoçam mais.

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