A bailarina descalça

CAPA ROMANCES DE CAFUNDOS 001

(De Romances de Cafundós / 1992)

Caiu na boca do povo,
nas graças da multidão,
a bailarina descalça
que a par nenhum disse não

Quando a cidade ouve o sino
e é noite sobre a capela,
decerto algum peregrino
perdeu-se dos braços dela

quando os gaiteiros ciganos
se forem deste lugar
hão de cruzar oceanos
com olhos a marejar

os batuqueiros platinos
e as deusas de pés de valsa
hão de apegar-se ao destino
da bailarina descalça.

Uma opinião sobre “A bailarina descalça”

  1. Eh amigo, grato pelo presente. Para quem não te conhece ensejas que tua obra seja vista. Este guri atrevido que da planície gaúcha ao planalto central esbanjou talento e vivenciou tanta coisa. Um dos orgulhos desta passagem tão rápida, que alguns denominam Vida, é ter conhecido o autor e sua obra, e aplaudido ambos, de pé, mesmo que a distância,

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